GREVE NACIONAL - 31 de janeiro

FESAP Greve 31janeiro

Colega,

Como sabes o nosso sindicato subscreve o pré-aviso de greve emitido pela FESAP para o próximo dia 31 de Janeiro. No entanto queremos deixar bem claro que o que nos move para esta greve não é apenas a recusa do enxovalho público que o Governo nos faz ao propor aumentos salariais de 0,3%.

De facto nós professores temos muitas e mais gravosas razões para avançarmos para a greve.

Vamos estar em greve porque continuamos a não aceitar

. que nos seja roubado tempo de serviço efectivamente prestado;

. que nos sejam impostos horários de trabalho abusivos e ilegais que mascaram a actividade lectiva de componente não lectiva;

. a degradação das condições de trabalho a que estamos sujeitos em escolas que, se fossem privadas, seriam fechadas pelos inspectores de trabalho da ACT, tal a degradação que atingiram;

. ser cidadãos de segunda a quem são negados os mais elementares direitos laborais, como sejam o de vermos as nossas condições de saúde serem regulamente monitorizadas pela medicina do trabalho, por forma a aferirmos a que ponto as condições em que exercemos a nossa nobre profissão, condições essas da exclusiva responsabilidade do nosso empregador, o Ministério da Educação, estão a arruinar a nossa saúde, e podermos ser ressarcidos dos danos sofridos;

. o constante adiamento da idade da reforma não seja acompanhado de medidas que nos protejam e aliviem a carga física e psicossocial associada a uma das profissões de maior exposição, como é a nossa;

. assistir impávidos e serenos ao aumento exponencial da violência exercida sobre nós no nosso local de trabalho, que cada vez mais extravasa as fronteiras da coacção psicológica e envereda pela agressão física, sem que a nossa tutela assuma medidas eficazes de prevenção e protecção, nem persiga e actue directa e firmemente sobre os autores dessas agressões;

. a atitude vergonhosa das juntas médicas da ADSE e da CGD que, ao arrepio da independência do acto médico, optam pela submissão mais vergonhosa à entidade empregadora e consideram “aptos” para o trabalho colegas por vezes em estados quase terminais de doenças incuráveis, agudizando-lhes o sofrimento e manifestando um total desrespeito pela dignidade não apenas do professor mas da pessoa humana.

É por isto e muito mais e não apenas pela revolta contra o miserabilismo da “esmola” do aumento dos 0,3% que fazemos greve e apelamos a que todos os colegas a façam.

Preferimos negociar mas, quando o outro lado se revela surdo, estaremos na rua a fazer-nos ouvir.

Quem não vai à luta sai sempre derrotado

Pré-Aviso de Greve

Cartaz

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