O Ministério da Educação, decidiu alterar o calendário da avaliação dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, para dar aos professores mais tempo para classificação das provas.
Assim sendo:
- A classificação decorrerá até 14 de julho, em vez de a 10 de julho;
- A afixação das pautas ocorrerá a 17 de julho, em vez de a 14 de julho;
- A 2.ª fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário terá início a 20 de julho à tarde, em vez de a 16 de julho, terminando a 24 de julho, em vez de 22 de julho.
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O processo de exames nacionais e respetivas correções está a correr mal.
Não vamos “chover no molhado” e repetir aqui todos os episódios rocambolescos que têm pautado esta “tragédia anunciada”, da responsabilidade única do ministério.
As agora anunciadas auditorias, incluindo ao Ministro, pecam por tardias e por uma prévia culpabilização das “escolas” e dos docentes. Veremos quais são os
erros e os culpados encontrados.
Os responsáveis governamentais têm de perceber que as estratégias podem ser concebidas no isolamento asséptico e idealizado do Ministério, mas a sua
operacionalização, o seu êxito ou fracasso, materializa-se no terreno, nas escolas, com as suas condições reais e com professores de carne e osso, com as suas
competências e meios e não com virtuais algoritmos, eventualmente mal concebidos.
O tempo escasseia. Soluções urgem. Mas há que tirar consequências.
Vamos continuar a apoiar os nossos associados que têm recorrido aos nossos serviços para informações e aconselhamento. Continuaremos, em todas as sedes, a
denunciar um processo que, longe de ser para esquecer, antes deve ser para lembrar e não repetir.
A modernidade de um sistema educativo vê-se pela qualidade e pelas competências de que dota os seus utentes – as crianças e jovens – e não pela multiplicação das plataformas que utiliza ou pela quantidade de memória que ocupa.
Lisboa, 02/07/2026
João Rios (Secretário-Geral – SINDEP)
«Comunicado»
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