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Sindicato Nacional e Democrático dos Professores

OE2024 não dá resposta aos problemas das escolas e dos professores

Organizações sindicais de docentes reuniram hoje, 17 de outubro e reafirmam:

OE2024 não dá resposta aos problemas das escolas e dos professores, pelo que a luta irá continuar.

 

As afirmações do Primeiro-ministro em 2 de outubro, o silêncio tanto do ministro da Educação, como do ministro das Finanças na apresentação da proposta de OE2024 e o chumbo no Parlamento, em 4 de outubro, de todos os projetos que visavam valorizar a profissão docente, faziam antever que a Educação e os seus profissionais, uma vez mais, não seriam contemplados com as verbas indispensáveis para a sua inadiável valorização. No caso do pessoal docente, as verbas indispensáveis para recuperar os que abandonaram a profissão e atrair os jovens que fazem a sua opção de vida. Isso confirmou-se com a divulgação da proposta de OE para 2024: a Educação tem um crescimento que se limita a acompanhar a inflação; em relação aos docentes, para além da insuficiente atualização salarial, tendo em conta a desvalorização dos últimos dois anos e o valor previsto da inflação para o próximo, as medidas que o governo teve de tomar, a maior parte delas por imposição de diretiva comunitária (índices salariais do pessoal contratado e vinculação), serão pagas com a verba libertada pelos cerca de 4000 docentes que se aposentarão em 2024. Portanto, o que teremos não será um orçamento de investimento, mas de gestão da falta dele. 

 

Face a esta situação, as organizações sindicais ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU, reunidas hoje, 17 de outubro, consideram que a luta não deve parar e, nesse sentido, decidiram, para já: 

 

- Manter e reforçar a mobilização dos professores e dos educadores para as greves em curso ao sobretrabalho, horas extraordinárias e componente não letiva de estabelecimento

 

- Prosseguir com a realização de reuniões de escola, nas quais são aprovadas tomadas de posição, posteriormente enviadas a diversas entidades, entre outras, ao Ministério da Educação; 

 

- Realizar duas concentrações e desfile em 13 de novembro, data em que o ministro e o secretário de estado da Educação estarão na Assembleia da República para defender o orçamento para a Educação. A concentração inicial terá lugar às 14:30 horas frente à Basílica da Estrela, de onde os professores e os educadores sairão em desfile até se concentrarem, de novo, frente à Assembleia da República.

 

Sem prejuízo de iniciativas que cada organização possa levar por diante, ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU irão agora discutir outras ações convergentes a concretizar, caso o Primeiro-ministro mantenha "indisponibilidade de agenda" para receber as organizações; ações que poderão passar por momentos de permanência continuada junto à sua Residência Oficial. 

 

Nesta reunião, as organizações assinalaram o cada vez maior isolamento do governo, designadamente do Primeiro-ministro e dos ministros da Educação e das Finanças, em relação à justíssima recuperação do tempo de serviço que continua congelado. Depois das posições tornadas públicas pelo Presidente da República e de o maior partido da oposição, acompanhando posições de outros partidos, ter defendido a recuperação faseada do tempo de serviço, agora foi o deputado do PS, Pedro Nuno Santos, a assumir publicamente posição semelhante. 

 

Seria altura de o governo sair do seu casulo e aceitar desenvolver um processo negocial que permita essa recuperação de forma faseada. Estando a decorrer a discussão do OE2024, esta é oportunidade para se iniciar tal recuperação, com verbas inscritas para o primeiro momento do faseamento. Não devem o governo e o Primeiro-ministro continuar reféns de uma posição que assumiram em 2019, noutro momento, noutra conjuntura e noutra Legislatura para, teimosamente, recusarem esta medida que, mais tarde ou mais cedo, se tornará inevitável, pois os professores não abrem mão daquilo que é seu: o tempo de serviço que cumpriram.

 

Lisboa, 17 de outubro de 2023

As organizações sindicais

ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU

 

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Período Probatório 2023/24

Encontra-se publicada a Nota Informativa Período Probatório 2023/2024, bem como a lista de docentes que realizam o Período Probatório e a Lista de docentes dispensados do Período Probatório.

Consulte a nota informativa e as listas:

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Reunião ME/ FENEI 10.10.23

O Secretário de Estado referiu que esta proposta de diploma não  é um processo que acabe com a falta de professores, será uma peça entre outras com o objetivo de mitigar este problema.
Salientou também que esta proposta de diploma não faz abaixamento do grau exigido para lecionar.
Referiu ainda que a operacionalização do diploma vai ser complexa, será necessário montar uma rede de escolas cooperantes e professores cooperantes que deverão estar o mais próximo possível dos locais onde os jovens estão a estudar.
O Secretário de Estado informou finalmente que está prevista uma reunião técnica para a próxima quinta feira, dia doze, com o objetivo de  explicar/esclarecer a aplicação do "acelerador". 
A FENEI referiu que esta proposta de diploma não é solução para a falta de professores e que não são criadas condições de melhoramento, não podendo dar o acordo à proposta, embora contenha alguns aspetos positivos como a reintrodução dos estágios remunerados e a contagem do respetivo tempo de serviço.
A reunião terminou sem o acordo de todos os sindicatos presentes.
Lisboa, 10.10.2023
A Direção da FENEI 

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Grande Adesão Greve - 6 de outubro

GREVE NACIONAL DOS PROFESSORES E DOS EDUCADORES

Mais de 80% de adesão, cerca de 90% de escolas sem aulas.

Grande resposta de luta deram os professores ao governo e à sua maioria absoluta!

lista de estabelecimentos sem aulas, hoje, 6 de outubro, é muito extensa. Mesmo em vários dos que se mantiveram a funcionar, os níveis de adesão dos professores não deixam dúvidas de que os professores e os educadores não toleram a forma como são destratados pelo Primeiro-Ministro, pelo governo em geral e os ministros das Finanças e da Educação em particular, bem como pela maioria absoluta do PS que, na véspera do Dia Mundial do Professor, decidiu manifestar o seu "reconhecimento" pela profissão docente chumbando todas as iniciativas parlamentares que visavam valorizar uma profissão que, a não ser valorizada, perderá ainda mais profissionais e não atrairá os jovens. A consequência será a crescente falta de professores qualificados nas escolas, que se repercutirá nas aprendizagens dos alunos. É por isso que a luta que os professores travam não é apenas sua, mas de todos os portugueses que, em significativa maioria, têm apoiado as justas reivindicações dos seus professores.

No primeiro dia da Semana Europeia dos Professores, António Costa veio rejeitar, mais uma vez, a possibilidade de se encontrar um modelo faseado de recuperação do tempo de serviço cumprido pelos professores, como se a quebra de equidade não fosse a que decorre da discriminação que sobre os professores se abate. Na véspera do Dia Mundial do Professor foi o grupo parlamentar do PS, como se lembra antes, a chumbar todos os projetos (de lei ou de resolução) de iniciativa parlamentar que visavam dignificar e valorizar os profissionais docentes e, em alguns casos, também os não docentes.

Dada esta resposta de luta pelos professores e educadores, que compreenderam os motivos por que as suas organizações sindicais representativas – ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU – convocaram esta greve, aguarda-se, agora, a proposta de Orçamento do Estado para 2024 que será entregue pelo governo à Assembleia da República na próxima terça-feira, dia 10 de outubro. Ela ditará o que se irá passar a seguir. Se houver disponibilidade para iniciar, progressiva e faseadamente, a resolução de problemas que se arrastam e agravam pela falta de soluções, o Ministério da Educação contará com a inteira disponibilidade dos docentes e das suas organizações sindicais para dialogar e negociar; se continuar a ser um OE que passa ao lado da Educação e dos problemas das escolas e dos professores, nesse caso a luta vai continuar, tão ou mais forte do que no ano letivo transato. Cabe ao Ministério da Educação e ao governo optar. Infelizmente, os sinais que vão chegando não deixam os professores otimistas, mas se alguém pensa que a intransigência dos governantes levará os professores a baixar os braços, está redondamente enganado. Os professores não toleram a desconsideração e o desrespeito a que têm sido votados, pelo que continuarão a lutar pela profissão, pela Escola Pública e por uma Educação de qualidade.

Alguns dos dados de adesão à greve, recolhidos nas escolas durante a manhã

Lisboa, 6 de outubro de 2023

As organizações sindicais

ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU

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